Mecanoterapia

 
 
         O uso efetivo de instrumentos mecânicos com fins terapêuticos ocorreu nos últimos ano do século XIX, por terem apresentado condição para a realização de exercícios contra uma resistência e meios precisos para dosificar a resistência que deveria ser imposta ao exercício. Desde então a mecanoterapia vem evoluindo rapidamente e surgindo novos aparelhos capazes de atingirem os mais diversos objetivos, bem como adaptações para que nossos pacientes consigam realizar o exercício proposto.
         A mecanoterapia é o uso de aparelhos mecânicos, durante uma sessão de terapia com objetivos de aumentar ou melhorar a condição física (
muscular) e o desenvolvimento das qualidades físicas relacionadas com as mais diversas estruturas musculares.
       Podemos ter dois objetivos básicos, o aumento das qualidades da força ou da resistência muscular localizada.
         Dentro dos tipos de força, nós podemos melhorar a força explosiva, que é aquela que usamos para realizar movimentos rápidos e usamos predominantemente as fibras de contração rápida ou anaeróbias (fibras do tipo I), ou seja, aqueles movimentos que necessitam de uma grande explosão muscular, geralmente usados nas atividades esportivas, como um arremesso de uma bola ao gol por exemplo, temos ainda a força estática que é aquela usada para manter uma determinada postura, e usamos predominantemente as fibras de contração lenta ou aeróbias, muito usada nas atividades que necessitam que o paciente mantenha uma determinada postura, e ainda temos a força dinâmica, que é aquela que usamos durante um determinado movimento, onde usamos tanto as fibras de contração rápida como as lentas ou aeróbias (predominante as fibras do tipo II a e b), ou seja, quando pegamos algo no chão e o levantamos.
         E temos ainda a Resistência Muscular localizada, a qual nós usamos para trabalhar um grupo muscular durante um grande tempo, ou seja, nós a usamos quando nossos músculos são obrigados a manter uma determinada contração por um grande tempo, usamos predominantemente as fibras de contração lenta ou aeróbias (fibras do tipo II).
       Podemos encontrar diversos tipos de trabalho, os quais são identificados predominantemente pelas características do tipo de contração muscular. E a montagem de uma série de trabalho deve seguir uma sequência ordenada como a que veremos a seguir:
- Escolha do grupo muscular
- Seleção do exercício
- Especificação das cargas
- Programar número de repetições
- Estabelecer o número de séries
- Determinar as Pausas entre as séries
- Indicar o ritmo do exercício
      Conclusão ao trabalho muscular com carga (mecanoterapia), independendo do tipo de trabalho a ser estipulado, bem como o tipo de carga e a quantidade de repetições estipuladas, é muito válido, pois nós poderemos aumentar a quantidade de fibras motoras a serem recrutadas em um determinado movimento, bem como a potência destas fibras em sustentar uma carga maior, e com isso viabilizando algum tipo de função ainda não ou pelo menos não adequadamente explorada, por nosso paciente.

 

 

 


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